domingo, 7 de dezembro de 2008

Agora que sinto amor

Agora que sinto amor
Tenho interesse no que cheira.
Nunca antes me interessou que
uma flor tivesse cheiro.
Agora sinto o perfume das flores
como se visse uma coisa nova.
Sei bem que elas cheiravam,
como sei que existia.
São coisas que se sabem por fora.
Mas agora sei com
a respiração da parte de trás da cabeça.
Hoje as flores sabem-me bem
num paladar que se cheira.
Hoje às vezes acordo
e cheiro antes de ver.

Alberto Caeiro - O Pastor Amoroso




quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Amor adulto...Felicidade.


Nada melhor que o amor maduro.
Durante toda a vida,o ser humano vive uma constante busca,a felicidade.
Tenta de todas as formas encontrá-la;busca incansavelmente o momento em que dirá:
EU SOU FELIZ!
E nada...
Ledo engano...ele nunca encontrará esse momento como um fim.
É como o amor...busca-se...busca-se...busca-se...
numa incansável odisséia,e sem que nos apercebamos,
sem que seja com a pessoa "certa"(porque isso é o que menos importa para o amor),ele entra e invade toda a nossa vida.
Apodera-se de todo o ser...faz-nos ver o mundo com os olhos de adolescente,vive-se momentos infantis.
Ah...o amor adulto é um momento de muita felicidade,onde se é capaz de olhar e ver todos os poréns e ainda continuar amando.
A gente ri,se entrega,vibra,e até faz biquinho,mas não passa mais do que alguns poucos minutos fazendo charminho.
Parece até que ficamos ainda mais manhosas,cheias de dengos.
Todas as etapas da vida,devem e tem que ser vividas intensamente,mas nada melhor que a idade adulta,principalmente quando se encontra um amor verdadeiro,e junto com ele, a gente aprende a ver o maior de todos os amores,o amor ao Pai.

Jacy...às 22h...16/10/2008~

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Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (...)
Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.
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"Senhor...impossível conhecê-lo e não amá-lo.
Amá-lo e não segui-lo."

domingo, 5 de outubro de 2008

Amigo!

O que nos diferencia dos animais,não é a capacidade de raciocinar,

mas a incapacidade de sermos fiéis,até aos nossos amigos.

Por que não podemos ser igual aos animais?

Pense nisso durante a semana...

Durante o mês...

Durante um ano...

Mas não passe a vida pensando...prefira agir.

sábado, 4 de outubro de 2008

A disciplina do amor

Foi na França, durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria, acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o lhar ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso á pata, voltava ao seu posto de espera. O jovem morreu num bombardeio mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias. Todos os dias. Com o passar dos anos ( a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?... Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.
Lygia Fagundes Telles

domingo, 21 de setembro de 2008

Palavras Soltas


As palavras me fogem.

Ao mesmo tempo que quero escrever para estravazar tudo o que se passa,sinto que tenho que me manter contrita.É como se estivesse enclausurada num momento,e por mais que busque, não consigo transpirar gotas de mim mesma.

Ah...nesse momento atormentado de se tomar uma decisão para descer na "próxima estação",

e não olhar para trás,sem se deixar sucumbir pela dor silenciosa do ato,que muitas vezes,o estado de exílio do outro nos causa,é algo que dilacera as ilusões,alicerce fundamental da constante renovação do ser.

Nesse instante,nada humano parece ter sentido,e tudo se torna menos.

Estar-se preso as impossibilidades...

Querer-se quebrar todos os muros erguidos pelo convencional...

Tentar-se tirar todas as vendas,pelo desejo diante do que não se é possível...

Aceitar a realidade sem fantasias...

Es o grande desafio.

J.®..........20/09/2008...às 23:15

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Pensando em Deus.






"Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração."
(Jeremias 29:13)


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Piadinhas bobas...

O que leva os homens a perseguir as mulheres com quem não tencionam casar? O mesmo impulso que leva os cães a perseguir os carros que não tencionam conduzir...

Alguns homens amam tanto as suas mulheres que para não as gastarem preferem usar as dos amigos.

Se a mulher fosse boa Deus tinha uma e se fosse de confiança o Diabo não tinha cornos.

Se o amor é cego o que é preciso é ir apalpando...

O amor é como a gripe: apanha-se na rua, resolve-se na cama!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Coisas de Anja...rsrsrs(tô com a macaca!)


A Morte do Senador:

Um senador está andando tranqüilamente quando é atropelado e morre.
A alma dele chega ao Paraíso e dá de cara com São Pedro na entrada.
-'Bem-vindo ao Paraíso!'; diz São Pedro
-'Antes que você entre, há um probleminha.
Raramente vemos parlamentares por aqui, sabe, então não sabemos bem o que fazer com você.
-'Não vejo problema, é só me deixar entrar', diz o antigo senador.
-'Eu bem que gostaria, mas tenho ordens superiores.. Vamos fazer o seguinte:
Você passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Aí, pode escolher onde quer passar a eternidade.
-'Não precisa, já resolvi. Quero ficar no Paraíso diz o senador. '
-'Desculpe, mas temos as nossas regras.'
Assim, São Pedro o acompanha até o elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno.
A porta se abre e ele se vê no meio de um lindo campo de golfe.
Ao fundo o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com os quais havia trabalhado.
Todos muito felizes em traje social.
Ele é cumprimentado, abraçado e eles começam a falar sobre os bons tempos em que ficaram ricos às custas do povo.
Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta e caviar.
Quem também está presente é o diabo, um cara muito amigável que passa o tempo todo dançando e contando piadas.
Eles se divertem tanto que, antes que ele perceba, já é hora de ir embora.
Todos se despedem dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe.
Ele sobe, sobe, sobe e porta se abre outra vez. São Pedro está esperan do
por ele.
Agora é a vez de visitar o Paraíso.
Ele passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando.
Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia se acaba e São Pedro retorna.
-' E aí ? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso.
Agora escolha a sua casa eterna.' Ele pensa um minuto e responde:
-'Olha, eu nunca pensei ... O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar melhor no Inferno.'
Então São Pedro o leva de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno.
A porta abre e ele se vê no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo.
Ele vê todos os amigos com as roupas rasgadas e sujas catando o entulho e colocando em sacos pretos.
O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro do senador.
-' Não estou entendendo', - gagueja o senador - 'Ontem mesmo eu estive aqui e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançamos e nos divertimos o tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo cheio de lixo e meus amigos arrasados !!!'
Diabo olha pra ele, sorri ironicamente e diz:
-' Ontem estávamos em campanha. Agora, já conseguimos o seu voto...'
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"O que fazemos em vida...ecoa na eternidade."









sábado, 2 de agosto de 2008

Pai e Mãe.



Família:sf (lat familia) 1 Conjunto de ascendentes, descendentes, colaterais e afins de uma linhagem. 2 Pessoas do mesmo sangue, que vivem ou não em comum. 3 Descendência, linhagem. 4 O pai, a mãe e os filhos. 8 Sociol Instituição social básica que compreende um ou mais homens, vivendo maritalmente com uma ou mais mulheres, os descendentes vivos, e, às vezes, outros parentes ou agregadosF. conjugal, Sociol: grupo constituído por marido, mulher e filhos menores ou solteiros.F. paternal, Sociol: grupo constituído por um casal, todos os descendentes masculinos e seus filhos menores. F. patriarcal, Sociol: tipo da família governada pelo pai, ou, na antiga Roma, pelo chefe varão mais velho: o patriarca. F. tronco, Sociol: grupo constituído por marido, mulher e um filho casado, com sua prole, vivendo todos sob o mesmo teto. F. seráfica: ordem seráfica. Sagrada f.: representação do Menino Jesus com a Virgem Maria e São José. Em família: familiarmente, sem cerimônia.
Michaellis*


A família é unidade básica da sociedade formada por indivíduos com ancestrais em comum ou ligados por laços afetivos.


A família representa um grupo social primário que influencia e é influenciado por outras pessoas e instituições. É um grupo de pessoas, ou um número de grupos domésticos ligados por descendência (demonstrada ou estipulada) a partir de um ancestral comum, matrimónio ou adoção.

A família é unida por múltiplos laços capazes de manter os membros moralmente, materialmente e reciprocamente durante uma vida e durante as gerações.


Como os papéis, as funções estão igualmente implícitas nas famílias, como já foi referido. As famílias como agregações sociais, ao longo dos tempos, assumem ou renunciam funções de proteção e socialização dos seus membros, como resposta às necessidades da sociedade pertencente.
DUVALL e MILLER (cit. por Idem) identificaram como funções familiares, as seguintes: “geradora de afecto”, entre os membros da família; “proporcionadora de segurança e aceitação pessoal”, promovendo um desenvolvimento pessoal natural; “proporcionadora de satisfação e sentimento de utilidade”, através das actividades que satisfazem os membros da família; “asseguradora da continuidade das relações”, proporcionando relações duradouras entre os familiares; “proporcionadora de estabilidade e socialização”, assegurando a continuidade da cultura da sociedade correspondente; “impositora da autoridade e do sentimento do que é correcto”, relacionado com a aprendizagem das regras e normas, direitos e obrigações características das sociedades humanas. Para além destas funções, STANHOPE (1999) acrescenta ainda uma função relativa à saúde, na medida, em que a família protege a saúde dos seus membros, dando apoio e resposta às necessidades básicas em situações de doença. “A família, como uma unidade, desenvolve um sistema de valores, crenças e atitudes face à saúde e doença que são expressas e demonstradas através dos comportamentos de saúde-doença dos seus membros (estado de saúde da família)” (Idem; p. 503).
Para SERRA (1999), a família tem como função primordial a de protecção, tendo sobretudo, potencialidades para dar apoio emocional para a resolução de problemas e conflitos, podendo formar uma barreira defensiva contra agressões externas. FALLON [et al.] (cit. por Idem) reforça ainda que, a família ajuda a manter a saúde física e mental do indivíduo, por constituir o maior recurso natural para lidar com situações potenciadoras de stress associadas à vida na comunidade.

Relativamente à criança, a necessidade mais básica da mesma, remete-se para a figura materna, que a alimenta, protege e ensina, assim como cria um apego individual seguro, contribuindo para um bom desenvolvimento da família e consequentemente para um bom desenvolvimento da criança. A família é então, para a criança, um grupo significativo de pessoas, de apoio, como os pais, os pais adoptivos, os tutores, os irmãos, entre outros. Assim, a criança assume um lugar relevante na unidade familiar, onde se sente segura. A nível do processo de socialização a família assume, igualmente, um papel muito importante, já que é ela que modela e programa o comportamento e o sentido de identidade da criança. Ao crescerem juntas, família e criança, promovem a acomodação da família às necessidades da criança, delimitando áreas de autonomia, que a criança experiencia como separação.

“Sem o afecto de um adulto, o ser humano enquanto criança não desenvolve a sua capacidade de confiar e de se relacionar com o outro” (Idem; p. 30).

Deste modo, “(...) a família constitui o primeiro, o mais fundante e o mais importante grupo social de toda a pessoa, bem como o seu quadro de referência, estabelecido através das relações e identificações que a criança criou durante o desenvolvimento” (VARA, 1996; p. 8), tornando-a na matriz da identidade.

Wilkipédia

***Senti-me compelida a buscar tais informações,para tentar visualizar o que realmente não consigo ver.(Entender nem pensar,seria agredir o minimo de descência,que cada um de nós possui dentro de si,com a noçao que nos é dada sobre família).
Li uma definição de dicionário,de compêndio virtual.
Busquei as reminicências de minha exist~encia,os momentos de intensa felicidade,os valores repassados por minha mãe e meu pai,e nada encontrei,no que se refere ao horror vivido ao ler a reportagem seguinte:

01/08/2008 - 21h45

Criança de 2 anos é flagrada com revólver e cigarro em Teresina

Yala Sena
Colaboração para o UOL
Em Teresina

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2008/08/01/ult5772u481.jhtm (reportagem completa)

Fiquei a imaginar,em qual doença social,pode estar incluídos os genitores dessa criança?
Por que ainda se atrevem a querer ser chamados de pais,se nem ao menos dão o básico a criança que é a proteção e o referencial descente,para que a criança desenvolva suas potencialidades?
O que é necessário pra se rever os conceitos e valores?
Pais ou monstros?
Eis a dúvida crucial a ser dirimida.

domingo, 27 de julho de 2008

Meu Epitáfio ( O primeiro)


As últimas palavras são sempre as mais importantes,ou melhor,as inesquecíveis.Não porque sejam as mais belas,ou melhores,mas porque foram as derradeiras proferidas e que marcarão por um tempo,a memória de todos que as ouviram.

E é assim,que quero começar meu epitáfio,marcado com um pouco de mim,pedaços do coração,molhados pelas lágrimas doloridas e ao mesmo tempo plenas,de um misto de felicidade,interrogações,descobertas,desejos e muitas transgressões,de um ser que só soube amar,sem medos,que não conseguiu ser metade,sempre foi toda.

Como continuar então...é a próxima dúvida...quem sabe usando palavras alegres,calorosas,quentes,buscando retratar o universo dual do homem,ou quem sabe,simplesmente deixar-me levar pela sinfonia maravilhosa,que são as notas entoadas pelo som do silêncio.

Bem,mas esse epitáfio é meu,minha propriedade,tem que tentar mostrar um pouco do que fui,então usarei as várias palavras,muitas faces de um mesmo Eu.

Mostrarei-me toda,como realmente fui,um Anjo.

Sim,Anjooooo.

Mas não um anjo de candura,boazinha,dócil,somente.

Um anjo real,verdadeiro,palpável,visceral,transgressor,que soube legitimar a existência através de atos humanos,recheados de um toque divino.

Fui muito mais do que se podia ver.

Eu me enxergava através do meu coração;me conhecia e me amava(mesmo do lado de cá,junto aos anjos barrocos...rsrsrs...continuo a me amar,e ainda mais),e por algumas vezes repudiei-me,nos momentos de fraqueza,doloridos e dolorosos,que poderia ter sido "menos"pro outro,mas só conseguia ser toda.

A minha existência foi dosada por pequenos momentos,que significavam muito;altos e baixos,como os de qualquer pessoa;entre risos e lágrimas;solidão,silêncio,vazio,mas de muita vida semeada e doada.

Meus "sofrimentos" foram só meus,busquei muito,mas não consegui compartilhar-los,talvez porquê realmente não tenham sido significativos,só comuns,medíocres,menores,menos do que qualquer outro.

Acreditei na vida;no que ela me oferecia;tive fé em Deus e no próximo...

J.®



Nota: As reticências indicam as novas possibilidades de escrita...o inacabado...e se não houver "tempo"nessa vida,existirá sempre alguém querendo falar de mim.



Na terra dos pés juntos,todos somos iguais...não há diferenças.


A duração da nossa vida é de setenta anos; e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta, a medida deles é canseira e enfado; pois passa rapidamente, e nós voamos.
Salmo 90